Jornadas Excessivas de Trabalho

Sadi Dal Rosso

Resumo


Associações de trabalhadores, sindicatos, intelectuais, movimentos sociais progressistas desenvolvem luta renhida contra longas jornadas. Ainda assim, elas permanecem. Este artigo coloca em discussão as jornadas excessivas, assim chamadas por excederem o padrão de civilidade já reivindicado pela Organização Internacional do Trabalho desde 1919, estabelecido como padrão laboral pela Revolução Russa em 1918, e aquiescido por muitos Estados-Nação posteriormente e que se materializa em jornadas de 49 horas ou mais por semana. Aportam-se evidências de jornadas excessivas de países de todos os continentes, destacam-se informações da União Europeia e analisam-se dados censitários e de PNADs para o Brasil. A estimativa de uma média mundial de jornada excessiva, a indicação de jornadas excessivas entre países de capitalismo central e periférico, a descrição de tendências de redução ou elevação introduzem argumentos centrais no debate que, por si sós, suscitam questões sobre trabalho, saúde e seguridade, mas também sobre a natureza do desenvolvimento capitalista contemporâneo, sobre o processo de globalização, sobre modernidade e valor.


Palavras-chave


Trabalho. Tempo de trabalho. Jornada excessiva. Saúde. Seguridade

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R. Paranaense Desenv. Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social, Curitiba, PR, Brasil, ISSN 2236-5567 (online) e ISSN 0556-6916 (impresso) - revista@ipardes.pr.gov.br

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